24 de junho de 2013

O Safari Geek também apoia as manifestações

O blog nunca teve o objetivo de falar sobre política, levantar bandeira de partido ou qualquer coisa do gênero, mas com os últimos acontecimentos que balançaram o país, ficou impossível ignorar. Eu não sou filiado a nenhum partido político, porém já participei de algumas manifestações na minha cidade, quando ainda não era tão mainstream lutar pela queda no valor da tarifa da passagem do transporte público. Tive que correr muito para não levar bala de borracha na cara e ainda fui considerado subversivo, vândalo, bandido pela imprensa local, mas principalmente pela afiliada da Rede Globo no Espírito Santo, a TV Gazeta.



Na época o objetivo foi alcançado e o preço da passagem que tinha sido reajustada pela segunda vez em menos de um ano foi reduzida, mas só depois de muita repercussão negativa e um segundo protesto gigante.

Meu apoio aos protestos contra  o preço abusivo e a má qualidade do transporte público, os gastos exorbitantes da Copa entre outras mazelas que vieram a tona na mídia, foi pelo movimento ter nascido fora de um partido político, coisa que a gente já estamos cansados de saber que só existe ou luta para conquistar o poder, seja ele de esquerda ou de direita e por também não ser um golpe da  mídia manipuladora.

O que me levou escrever essa postagem bem fora do tema principal do blog, foi assistir novamente a cobertura da grande imprensa sobre os fatos, mas felizmente agora as mídias sociais deixaram a dona Globo, Veja, Folha, Estadão... no chinelo. Fiquei indignado com a comparação que o  Arnaldo Jabour fez dos manifestantes em São Paulo. Veja abaixo:


Contudo,  ver ele tendo que engolir cada palavra e se retratar foi mais sensacional(Veja aqui). Mas não se engane com essa mudança de postura, só  o fizeram porque não tinha mais jeito, já que o movimento foi amplamente apoiado pelo povo. Outro que se deu mal foi o Datena, o apresentador estava ao vivo fazendo uma pesquisa, mesmo tentando influenciar nos votos, os telespectadores contrariam o apresentador que foi obrigado a mudar de opinião rapidamente:

Mesmo com a manipulação de certa forma enfraquecida eles não desistem fácil, que o diga a Veja através do Reinaldo Azevedo,  o colunista defendeu com unhas e dentes o motorista que avançou com uma Range Rover e atropelou 13 pessoas na semana passada em um protesto realizado em Ribeirão Preto, matando Marcos Delefrate, de 18 anos. Segundo a opinião do colunista: "com o passar do tempo, as pessoas começam a ficar com o saco cheio de ter a sua vida permanentemente atrapalhada por manifestações." Ele ainda afirma que  "a maioria das pessoas quer normalidade."

Quero também deixar toda minha indignação com a declaração do ex-jogador de futebol Ronaldo. O atual comentarista da Globo e membro do comitê organizador da Copa de 2014 disse que a Copa se faz com estádios e não com hospitais. (veja aqui).

Outra coisa que não podemos deixar passar em branco foi a demagogia do pronunciamento de emergência da Presidente Dilma. Leia abaixo:

"Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal, gasto com as arenas, é fruto de financiamento que será devidamente pago pelas empresas e governos que estão explorando estes estádios. Jamais permitiria que esses recursos saíssem do orçamento público federal, prejudicando setores prioritários como a Saúde e a Educação."


Ao contrário da declaração acima da presidente da República, Dilma Rousseff, em pronunciamento na sexta-feira, há sim dinheiro federal em obras de estádios da Copa de 2014. E não é pouco. Somados os incentivos fiscais, subsídios em empréstimos e até participação em arenas, a União já comprometeu cerca de R$ 1,1 bilhão com os locais para jogos do Mundial. (veja aqui matéria completa do portal UOL)

"Não posso deixar de mencionar um tema muito importante, que tem a ver com a nossa alma e o nosso jeito de ser. O Brasil, único país que participou de todas as Copas, cinco vezes campeão mundial, sempre foi muito bem recebido em toda parte. Precisamos dar aos nossos povos irmãos a mesma acolhida generosa que recebemos deles. Respeito, carinho e alegria, é assim que devemos tratar os nossos hóspedes..."

Acima ela usa  o futebol como política do pão e circo para se manter no poder.