26 de dezembro de 2011

Sony vende participação na joint-venture de LCD


A Sony aceitou vender os quase 50 por cento de participação que detém na joint-venture de LCD com a Samsung Electronics à própria fabricante sul-coreana por 1,08 trilhões de wons (938,97 milhões de dólares), enquanto se esforça para reduzir as perdas na divisão de televisores.


A parceria de sete anos reduziu seu capital em 15 por cento em julho, e fontes da indústria disseram que a Sony estava negociando sair do negócio com o objetivo de terceirizar o segmento de telas planas, enquanto a Samsung segue adiante com os monitores de próxima geração.


"Em termos de direção, é positivo (para a Sony)", disse Keita Wakabayash, analista da Mito Securities, em Tóquio. "Mas, se eles perderem dinheiro na venda, pode-se perguntar por que não tomaram essa decisão antes".


"O maior problema deles é que não estão tendo lucro mesmo sem muitas fábricas", acrescentou.


Em novembro, a Sony emitiu alerta de prejuízo líquido para o ano fiscal até março pelo quarto exercício seguido, com perdas de 2,2 bilhões de dólares apenas na divisão de TV por causa da demanda instável e do iene valorizado.


A companhia anunciou nesta segunda-feira que revisará as previsões anuais para refletir os 66 bilhões de ienes em perdas por imparidade decorrentes da transação, assim como as futuras economias com corte de custos.


Enquanto a venda é vista como um movimento certeiro para a Sony, pode não ser tão positiva para a Samsung, segundo analistas.


"A Sony poderá recorrer a fabricantes taiwanesas de LCD se elas oferecerem preços mais baixos", afirmou o analista Song Myung-sup, da HI Investment & Securities.


A joint-venture entre Sony e Samsung, a S-LCD, foi criada para garantir estabilidade no fornecimento de telas planas.
English

Sony to sell LCD venture stake to Samsung for $940 million


Sony Corp has agreed to sell its nearly 50 percent stake in an LCD joint venture with Samsung Electronics to the South Korean company for $940 million, as it struggles to reduce huge losses at its TV business.

The seven-year-old venture cut its capital by 15 percent in July and industry sources had said Sony was negotiating an exit, aiming to switch to cheaper outsourcing for flat screens for its TVs while Samsung pushes ahead with next-generation displays.

"In terms of direction it is a positive (for Sony)," said Keita Wakabayashi, an analyst at Mito Securities in Tokyo, about the deal. "But if they are making a loss on the sale, one could ask why they didn't make this decision sooner."

"Their biggest problem is that they are not making a profit even though they don't have many plants," he said.

In November, Sony, the world's third largest flat panel TV maker, warned of a fourth straight year of net losses for the financial year to next March, with its TV unit alone set to lose $2.2 billion on tumbling demand and a surging yen.

The company said on Monday it would review its earnings forecast to reflect 66 billion yen in impairment losses from the transaction, as well as expected future cost savings.

While the sale is seen as a move in the right direction for Sony, it will not be good for Samsung, analysts said.

"Sony may shift to Taiwanese LCD makers should they offer cheaper prices," Song Myung-sup, an analyst at HI Investment & Securities, said in Seoul.